
Quantas coisas cabem na minha bag?
Duquesa
Identidade e resistência em "Quantas coisas cabem na minha bag?"
Em "Quantas coisas cabem na minha bag?", Duquesa usa a imagem da "bag" para representar não só os objetos do dia a dia, mas também as várias dimensões de sua identidade, conquistas e desafios como mulher negra no cenário musical. Ao repetir “Quantas coisas que cabem em minha bag? Meu gloss... meu bic, meu kit, meu base, malote”, ela evidencia itens ligados ao autocuidado, trabalho e sobrevivência, mostrando autossuficiência e a capacidade de se afirmar sem depender da aprovação dos outros.
A música faz críticas claras à falta de representatividade negra em espaços de destaque, como nos versos “Muito pop, pouco preto / Muito rico, pouco preto”, e questiona padrões impostos às mulheres negras, como em “Quando disseram pra elas que só de lace elas ficam mais sexys”. Duquesa também denuncia o racismo presente em ambientes elitizados, ao perguntar “Quantos racistas cabem em um hotel chique? O mesmo que cabem em um voo pro sul / O mesmo que cabem num backstage”. Ao afirmar “Nunca vão ditar como é que eu tenho que jogar o jogo / Nada me abala / Se toda casa eu loto”, ela reforça sua postura independente e confiante. O verso “Se caso eu for cota, quero mais mulher no palco” transforma uma crítica em reivindicação coletiva, mostrando que sua luta é também pela presença de outras mulheres negras. Assim, a canção se destaca como um manifesto de orgulho, resistência e autenticidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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