Hino
DV Tribo
Justiça seletiva e resistência em "Hino" da DV Tribo
A música "Hino", do coletivo DV Tribo, transforma a prisão dos pichadores Goma, Maru, GG e Morrou em um símbolo de resistência e denúncia social. O refrão repetido, "Libertem meus heróis!", exalta esses pichadores como figuras de luta da periferia e ironiza o tratamento desigual dado a artistas urbanos, enquanto grandes responsáveis por tragédias ambientais, como Samarco e Vale no desastre de Mariana, permanecem impunes. Essa crítica aparece de forma direta no verso: "A Samarco nos engana, a Vale não vale nada e quem é que vai pagar?", evidenciando a diferença entre a repressão aos marginalizados e a tolerância com crimes de grandes empresas.
A música também destaca a hipocrisia institucional, como quando Oreia afirma: "o mesmo promotor que cuida desse caso só quer prender pichador", e FBC ironiza: "Streenger quer ser Moro mas só prende pichador". Expressões de protesto, como "pau no cu dos polícia", reforçam o tom de indignação e enfrentamento. Djonga amplia o debate ao mencionar a destruição de terreiros e a violência policial, trazendo à tona outras formas de opressão e racismo estrutural. O uso de gírias como "xarpi" (referência ao marcador usado em pichações) e "nhacoma" (gíria local) valoriza a identidade periférica e a cultura de rua. Assim, "Hino" se consolida como um manifesto contra a criminalização da arte urbana e em defesa dos "heróis" que desafiam o sistema, denunciando as injustiças e desigualdades presentes na sociedade brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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