
A Saudade Me Mata
Ederaldo Gentil
Intimidade e esperança em "A Saudade Me Mata" de Ederaldo Gentil
Em "A Saudade Me Mata", Ederaldo Gentil adota a estrutura de uma carta datada de 12 de maio de 1973, trazendo um tom autobiográfico e íntimo pouco comum nos sambas tradicionais. Esse formato reforça a autenticidade do sentimento de saudade que permeia toda a música. Detalhes do cotidiano, como o clima chuvoso e a chegada em uma manhã fria, aproximam o ouvinte da experiência do narrador, tornando a solidão e o desconforto da distância mais palpáveis: "Quando eu cheguei era manhã / Fazia frio e um vazio dentro em mim".
A letra também aborda a dificuldade de manter contato com quem está longe, evidenciada no verso: "Se não escrevi a mais tempo / Foi o próprio tempo que não me deu tempo". Isso mostra como a rotina e as circunstâncias podem afastar ainda mais as pessoas. O refrão, repetido como um lamento, resume o impacto da separação: "É que a saudade me mata / A distância maltrata". Gentil utiliza lembranças simples do dia a dia, como a comparação entre frutas regionais ("Banana D'agua é nanica / tangerina é mexerica") e a saudade do luar, para reforçar o vínculo afetivo com o lugar e as pessoas que ficaram para trás. O final da música, com "carnaval eu chego lá", traz uma esperança de reencontro e celebração, equilibrando a melancolia com otimismo, uma marca do estilo de Ederaldo Gentil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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