
A Sina e a Ceia
Ederaldo Gentil
Crítica social e resistência em "A Sina e a Ceia"
"A Sina e a Ceia", de Ederaldo Gentil, faz uma crítica direta à hipocrisia social e à desigualdade no Brasil. A música compara quem "mata de gravata" – expressão que denuncia crimes de colarinho branco – com a facilidade de perdão que essas pessoas recebem, enquanto os marginalizados enfrentam julgamentos e dificuldades constantes. O verso "Quem tem prato vazio não enfeita a mesa" mostra de forma clara como os mais pobres são excluídos das celebrações e do convívio social, já que não têm sequer o básico para participar dessas ocasiões.
A letra utiliza oposições e ironias para destacar as diferenças entre quem vive no conforto e quem luta diariamente para sobreviver. Frases como "Quem tem a mão macia não carrega medo" e "Quem tem a faca cega não lhe nega o pão" reforçam que o privilégio protege alguns dos riscos e dilemas enfrentados pelos mais vulneráveis. A música também aborda a repressão e a falta de voz dos trabalhadores, como em "Quem tem poucos minutos pra fazer a ceia / Quem tem sua marmita bem policiada... / Tem a voz bem alta e não canta nada", mostrando que, mesmo quando tentam se expressar, são silenciados. A participação de Os Tincoãs, grupo ligado à tradição afro-brasileira, fortalece o tom de denúncia social e conecta a música à resistência cultural e religiosa das comunidades negras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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