
O Rei
Ederaldo Gentil
A espiritualidade e crítica social em “O Rei” de Ederaldo Gentil
Em “O Rei”, Ederaldo Gentil utiliza referências ao candomblé e à tradição afro-brasileira para construir uma narrativa de partida e transformação. O verso “Vou-me embora que o rei mandou me chamar” sugere uma convocação que vai além do plano físico, remetendo à ideia de respeito e obediência às forças espirituais, comuns no samba baiano e na obra do artista. Aqui, o “rei” pode ser entendido tanto como um orixá quanto como uma entidade espiritual que chama o eu lírico para uma nova jornada, reforçando a ligação com a ancestralidade.
A letra apresenta imagens de travessia, como “vou pelas nuvens voando, vou pelas ondas do mar” e “vou pelas pedras andando antes do tempo mudar”, que simbolizam deslocamentos entre diferentes planos — o terreno, o marítimo e o celestial. O trecho “No palco da vida não entram os humildes, acende-se a lua pro sol apagar” traz uma crítica social, sugerindo que a vida é um espetáculo restrito a poucos privilegiados, enquanto os humildes ficam à margem. No final, a busca por “a vida do meu sonho” no “reino encantado” porque é “amigo do rei” representa a esperança de encontrar pertencimento e realização por meio da conexão com o sagrado, em contraste com as dificuldades enfrentadas no mundo real.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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