
Longarinas
Ednardo
Memória e resistência em "Longarinas" de Ednardo
Em "Longarinas", Ednardo utiliza a Ponte Metálica de Fortaleza como símbolo central para discutir a tensão entre permanência e transformação na cidade. O verso “Só eu e a ponte velha teimam resistindo” destaca a resistência não apenas da estrutura física, mas também da memória afetiva e cultural que ela representa para os moradores. A música aborda o desaparecimento gradual de elementos tradicionais, como em “Uma a uma, coisas vão sumindo; Uma a uma, se desmilinguindo”, transmitindo um sentimento de nostalgia e perda diante das mudanças urbanas.
A letra também evidencia a relação íntima do narrador com a paisagem e a cultura local, trazendo imagens como “o verde daquele mar quebrar nas longarinas da ponte velha” e “o branco da espuma espirrar naquelas pedras”, que remetem à Praia de Iracema e à vivência cotidiana. O contraste entre o antigo e o novo aparece em versos como “a nova jangada de vela pintada de verde-encarnado” e “mais um supermercado”, mostrando que, apesar da modernização, certos valores e lembranças persistem. O trecho “Era uma vez meu castelo entre mangueiras e jasmins florados” reforça a idealização do passado, enquanto o pedido “Arma aquela rende branca que eu tô chegando agora” sugere esperança e desejo de reencontro com as raízes, valorizando a tradição e a identidade local mesmo diante das transformações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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