
Cavalo Ferro
Ednardo
Contrastes do progresso em "Cavalo Ferro" de Ednardo
Em "Cavalo Ferro", Ednardo utiliza a imagem do trem como símbolo do avanço industrial e das mudanças profundas que marcaram o Brasil nos anos 1970, especialmente com a construção de Brasília. Ao cantar “montado num cavalo ferro / vivi campos verdes, me enterro”, ele contrapõe o passado rural e natural à chegada do progresso, mostrando que, embora o desenvolvimento prometa melhorias, também traz perdas, como o apagamento de identidades e a destruição de paisagens tradicionais.
O verso “no meio de tudo, num lugar ainda mudo / concreto ferro, surdo e cego” reforça a sensação de alienação diante das transformações rápidas e impessoais da modernidade. A menção ao “planalto central / onde se divide o bem e o mal” vai além da localização geográfica, sugerindo um espaço simbólico de conflitos e decisões morais, refletindo as tensões sociais e políticas da época. Por fim, a busca por um “caminho certo sem perigo fatal” revela o desejo de segurança e sentido em meio à incerteza, trazendo um tom melancólico e reflexivo característico do movimento Pessoal do Ceará, do qual Ednardo fez parte.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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