
Artigo 26
Ednardo
Crítica à censura e à liberdade em "Artigo 26" de Ednardo
Em "Artigo 26", Ednardo utiliza a recusa do padeiro em entregar o pão — "naquela, aquela, aquela não" — como uma metáfora clara para a exclusão e a censura vividas durante a ditadura militar no Brasil. O pão, símbolo de alimento básico, representa aqui o acesso ao conhecimento e à informação, negado a parte da população. O título faz referência ao artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos que garante o direito à educação, reforçando a crítica à restrição desse direito fundamental durante o regime.
A letra mistura elementos do cotidiano, como o padeiro e o pão, com referências históricas e culturais. Ao citar "Igualitê, fraternitê e libertê" (igualdade, fraternidade e liberdade) e expressões típicas de quadrilha junina como "Anavantu, anavantu, anarriê", Ednardo cria um contraste irônico entre ideais de liberdade e a realidade da repressão. O verso "A ignorância é indigesta pro freguês" resume a mensagem central: a falta de acesso à educação prejudica a sociedade. A censura é comparada a um "alçapão", um perigo oculto. Ao mencionar o desejo de ser um "sanhaçu", pássaro símbolo de liberdade, a música expressa a esperança de superar as limitações impostas pelo regime, sugerindo que, mesmo sob repressão, o conhecimento pode encontrar caminhos para chegar às pessoas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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