
Bloco do Susto
Ednardo
Carnaval e melancolia em "Bloco do Susto", de Ednardo
Em "Bloco do Susto", Ednardo cria um contraste marcante entre o ritmo animado do frevo e a tristeza presente na letra. A música subverte a expectativa de alegria típica do Carnaval ao mostrar um personagem que, mesmo cercado pela festa, sente-se deslocado e melancólico. Isso fica evidente em versos como “meu corpo não dança / E aquilo que eu canto / Não me invade natural”, que expressam a dificuldade de se entregar à alegria coletiva e uma saudade indefinida. O clima de ressaca emocional aparece antes mesmo do fim da festa, antecipando o vazio que muitos sentem após o Carnaval.
O título "Bloco do Susto" sugere um grupo carnavalesco surpreendido pela própria tristeza, em vez da euforia comum nos blocos de rua. No entanto, a música também aponta para a esperança: a chuva, chamada de “alegria do céu”, surge como símbolo de renovação, capaz de lavar o bloco e trazer novos ânimos. Ao pedir para “cantar, faz um escarcéu / Mata a tristeza de susto”, Ednardo propõe que a música e a criatividade – representadas por personagens como “Te saca da Silva” e “Juvenal” – sejam formas de superar o abatimento. Assim, a canção reflete sobre a dualidade do Carnaval, mostrando que alegria e tristeza podem coexistir e que é possível se reinventar mesmo nos momentos de desânimo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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