
Cidadão
Edson & Hudson
Desigualdade e exclusão social em “Cidadão” de Edson & Hudson
A música “Cidadão”, de Edson & Hudson, aborda de forma clara a realidade dos trabalhadores que constroem a cidade, mas são excluídos dos benefícios que ela oferece. A letra mostra o contraste entre o papel fundamental desses operários e o preconceito que enfrentam no dia a dia. Um exemplo marcante é o verso: “Cê tá aí admirado ou tá querendo roubar?”, que revela a desconfiança e a marginalização sofridas por quem, apesar de erguer prédios, escolas e igrejas, não é visto como parte legítima desses espaços. Outro trecho importante é a recusa da matrícula da filha do personagem porque ela está “de pé no chão”, evidenciando as barreiras sociais impostas aos mais pobres.
A inspiração da canção vem da vida de muitos operários brasileiros, que, mesmo sendo essenciais para o desenvolvimento das cidades, raramente recebem reconhecimento ou acesso aos locais que ajudaram a construir. A letra utiliza situações do cotidiano, como o uso do transporte público lotado e o sentimento de orgulho frustrado ao ver as próprias obras prontas, para transmitir a dor da exclusão. A igreja aparece como um possível espaço de acolhimento, mas a crítica persiste: “Hoje o homem criou asas / E na maioria das casas / Eu também não posso entrar”, sugerindo que até valores de solidariedade estão sendo deixados de lado. Assim, “Cidadão” denuncia a desigualdade social e a sensação de não pertencimento de quem constrói, mas não pode usufruir.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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