
O País é Culpado
Edson Gomes
Crítica social e resistência em “O País é Culpado” de Edson Gomes
Em “O País é Culpado”, Edson Gomes faz uma denúncia direta à negligência do Estado diante das desigualdades sociais no Brasil. A repetição do verso “o país é culpado” reforça a ideia de que a responsabilidade pelas condições precárias das populações marginalizadas não é individual, mas sim estrutural. Ao citar “Somos senhores das favelas” e “Falta alimento em nossas mesas”, o artista evidencia a realidade das comunidades periféricas, onde a pobreza e a fome são consequências da omissão governamental e do racismo estrutural.
A música também aborda a esperança e a resistência dessas populações. Trechos como “Só Jesus pode nos salvar” e “Quando o Mestre então voltar” mostram que, diante da falta de soluções concretas do Estado, muitos depositam sua esperança em uma intervenção divina. Enquanto isso, versos como “Somos senhores das calçadas”, “Superlotamos as penitenciárias” e “Somos os analfabetos” ressaltam a exclusão social e a ausência de direitos básicos, como moradia, educação e justiça. Ao se definir como “passivos resistentes”, Edson Gomes destaca a resiliência dos excluídos, que sobrevivem apesar das adversidades, mas também denuncia a passividade imposta por um sistema opressor. Assim, a canção se firma como um manifesto contundente contra as injustiças sociais no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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