
Mercado Branco
Edson Gomes
Racismo estrutural e linguagem em “Mercado Branco” de Edson Gomes
A música “Mercado Branco”, de Edson Gomes, faz uma crítica direta ao racismo estrutural presente na sociedade brasileira, especialmente nas expressões do dia a dia. O artista destaca como termos como “mercado branco” e “mercado negro” carregam significados históricos que associam o branco ao que é legítimo e positivo, enquanto o negro é ligado ao que é marginalizado ou negativo. Essa reflexão aparece quando ele questiona: “Por que tudo é assim?”, chamando atenção para a naturalização dessas ideias e para a dificuldade de romper com padrões discriminatórios tão enraizados.
A letra traz exemplos concretos, como a expressão “entra numa lista negra” para algo ruim ou “preto com a alma branca” como elogio, mostrando que até os elogios reforçam a ideia de que o branco é o padrão ideal. O verso “Fui vendido no mercado branco, simplesmente uma carga” faz referência direta à escravidão e à desumanização dos africanos, reforçando a crítica à perpetuação do racismo. Ao unir essas reflexões a uma melodia de reggae, Edson Gomes convida o ouvinte a repensar atitudes e palavras que, muitas vezes, passam despercebidas, mas que ajudam a manter as desigualdades raciais na sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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