
Sangue azul
Edson Gomes
Crítica social e resistência em "Sangue azul" de Edson Gomes
A música "Sangue azul" de Edson Gomes faz uma crítica direta ao racismo estrutural e à exclusão social enfrentada pelo povo negro. Ao usar a expressão "um mundo só de azul", o artista denuncia o desejo de uma sociedade elitista, onde apenas pessoas de determinada origem ou classe teriam valor. O termo "sangue azul" remete à nobreza europeia, sugerindo que os opressores buscavam um mundo em que os demais fossem reduzidos a "objeto sexual" ou "objeto profissional", ou seja, vistos apenas como instrumentos de prazer ou trabalho, sem reconhecimento de sua humanidade ou direitos.
A letra também destaca a resistência e a força espiritual do povo negro, especialmente ao mencionar "o poder, que vem do alto", uma referência a Jah, o deus rastafari, símbolo de fé e proteção. Mesmo diante do apagamento midiático – "mesmo que o rádio não toque, mesmo que a TV não mostre" –, Edson Gomes celebra a persistência cultural e a luta por visibilidade. O reggae, nesse contexto, surge como uma ferramenta de resistência e afirmação. Assim, "Sangue azul" se torna um hino de esperança e orgulho, mostrando que, apesar da opressão, a comunidade negra segue "caminhando" e se espalhando, mantendo viva sua cultura e sua fé.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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