
Etiópia
Edson Gomes
Racismo histórico e resistência em "Etiópia" de Edson Gomes
A música "Etiópia" de Edson Gomes faz uma crítica direta à omissão e distorção da história africana, especialmente sobre a invasão da Etiópia pela Itália fascista. No verso “Lá na escola não contaram nada / Fizeram questão de esconder”, o artista denuncia como o sistema educacional brasileiro ignora ou esconde episódios traumáticos para os povos africanos, reforçando a ideia de que a história é contada pelos vencedores. Edson Gomes evidencia o racismo estrutural ao afirmar: “eles passam como filhos do Deus bom / A gente vai passando como filhos do mau”, mostrando como a narrativa dominante inverte valores e marginaliza os descendentes de africanos.
A letra também destaca a brutalidade do conflito e a desigualdade entre os lados, como em “Foi o rolo compressor esmagador / Com seu exército poderoso / Contra inofensivos guerreiros nativos”. O termo “rolo compressor” representa a força opressora do colonizador europeu diante da resistência etíope, que, mesmo com poucos recursos, simboliza a luta pela dignidade. Ao repetir palavras como “massacrada”, “brutalizada” e “fuzilada”, Edson Gomes reforça o tom de denúncia e lamento. O uso da expressão “Etiópia dos etíopes” ressalta o pertencimento e a resistência do povo etíope. Embora utilize termos do vocabulário rastafári, como “Babilônia”, o artista emprega essas referências como símbolos de resistência e crítica à opressão, transformando a canção em um manifesto pelo reconhecimento da verdadeira história africana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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