
História do Brasil
Edson Gomes
Racismo estrutural e exclusão em “História do Brasil”
A música “História do Brasil”, de Edson Gomes, aborda de forma direta como as marcas da escravidão e da colonização portuguesa ainda influenciam a sociedade brasileira. O verso “Um, dois, três até hoje dói” mostra que o sofrimento dos africanos escravizados não ficou no passado, mas se mantém nas desigualdades e exclusões enfrentadas por seus descendentes. Quando Edson Gomes canta “a gente sempre está do lado de fora” ou “lá na cozinha”, ele faz referência à marginalização social e à posição subalterna historicamente imposta aos negros no Brasil, mostrando que, mesmo após a abolição, muitos continuam ocupando espaços de menor prestígio e oportunidades.
A imagem do “chicote a estalar” representa não só a violência física da escravidão, mas também a opressão estrutural que persiste até hoje. A repetição de expressões como “o papel menor” e “o papel pior” reforça a ideia de que os descendentes dos escravizados ainda enfrentam dificuldades para acessar direitos e reconhecimento. O início da canção, que cita a chegada de Cabral, destaca que a exclusão social tem raízes profundas e faz parte de um processo histórico de exploração e injustiça. Ao narrar essa trajetória, Edson Gomes denuncia as consequências duradouras da escravidão e provoca uma reflexão sobre a necessidade de mudanças sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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