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Bobo Profundo

Edson Gomes

Crítica social e manipulação em “Bobo Profundo” de Edson Gomes

Em “Bobo Profundo”, Edson Gomes faz uma crítica direta à alienação social e à manipulação das massas. A repetição do verso “Eu nasci bobo, eu cresci bobo, quase morro bobo” destaca como a ignorância é imposta desde o nascimento, mostrando que não se trata de uma escolha individual, mas de um processo contínuo de manipulação promovido por autoridades e instituições. O artista evidencia a frustração e a impotência diante de um sistema que esconde informações e distorce a realidade, como no trecho “eles esconderam a verdade e me deixaram louco pela cidade a procurar”.

A letra adota um tom de denúncia e desconfiança, chamando os responsáveis por essa manipulação de “mentirosos”, “hipócritas”, “demônios” e “atores da representação”. Esses termos reforçam a ideia de que figuras de autoridade agem de forma falsa e maliciosa, encenando papéis para enganar a população. As referências bíblicas, como “fariseus”, “escribas” e “anticristo”, intensificam a crítica à hipocrisia e à corrupção moral dessas lideranças. Assim, “Bobo Profundo” se destaca como um protesto contra a opressão e a manipulação social, incentivando o questionamento e a busca pela verdade em meio à desinformação.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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