
No Cordão da Saideira
Edu Lobo
Memórias e saudade no Carnaval em “No Cordão da Saideira”
“No Cordão da Saideira”, de Edu Lobo, explora a sensação de perda e transformação ao retratar o fim de um Carnaval que já não existe como antes. Logo no início, a ausência da “menina de trança” e do “cheiro de lança no ar” mostra que personagens e rituais marcantes do passado ficaram para trás. O “cordão da saideira” simboliza o último momento de festa, marcando não só o encerramento das celebrações carnavalescas, mas também o fim de uma época de alegria e inocência.
A letra traz referências diretas à cultura pernambucana, como “praia de ponta de pedra”, “Rua da Aurora”, “bonde de Olinda” e comidas típicas como “agulha frita, munguzá, cravo e canela”. Esses elementos reforçam o tom memorialista da canção, transformando lembranças pessoais em símbolos de uma tradição coletiva que resiste ao tempo. O verso “E frevo ainda apesar da quarta-feira / No cordão da saideira / Vendo a vida se enfeitar” sugere que, mesmo após o fim oficial do Carnaval, a celebração continua viva na memória e no coração de quem a viveu. Assim, Edu Lobo constrói um retrato afetivo da passagem do tempo, onde a saudade se torna parte fundamental da experiência de viver e recordar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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