
Arrastão
Edu Lobo
Sincretismo e celebração popular em "Arrastão" de Edu Lobo
"Arrastão", de Edu Lobo, destaca-se por unir referências religiosas afro-brasileiras e católicas, refletindo a sincretização cultural presente no litoral do Brasil. A letra menciona figuras como Iemanjá (“me traz Yemanjá pra mim”), Santa Bárbara e Nosso Senhor do Bonfim, mostrando como a fé faz parte do cotidiano dos pescadores, servindo como proteção e fonte de esperança diante dos perigos do mar. O pedido de bênção para casar com Janaína, outro nome para Iemanjá, reforça a mistura entre devoção religiosa e desejos pessoais, aproximando o sagrado da vida comum e dos sonhos de felicidade.
A música tem um clima festivo, evidenciado por versos como “Eh! tem jangada no mar”, que expressam a alegria coletiva do arrastão, tanto como técnica de pesca quanto como símbolo de esperança e recompensa pelo esforço conjunto. O trecho “Nunca jamais se viu tanto peixe assim” ressalta a surpresa e a gratidão diante da fartura. Inspirada nos temas praieiros de Dorival Caymmi, a canção também valoriza a tradição oral e musical das comunidades litorâneas. A interpretação marcante de Elis Regina no festival de 1965 foi fundamental para transformar "Arrastão" em um marco da MPB, rompendo com a suavidade da bossa nova e destacando a força e a emoção da cultura popular brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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