
Ponteio
Edu Lobo
Resistência e esperança em "Ponteio" de Edu Lobo
Em "Ponteio", Edu Lobo utiliza a viola como símbolo do desejo de liberdade de expressão durante o período de repressão política no Brasil dos anos 1960. O verso repetido “Quem me dera agora eu tivesse a viola pra cantar” expressa o anseio por voz e autonomia em meio à censura e ao medo impostos pela ditadura militar. Nesse contexto, o violeiro representa o povo brasileiro, que, mesmo cercado por ameaças e violência — como em “Era morte redor / Mundo inteiro” —, mantém a esperança de se expressar e resistir.
A letra alterna entre momentos de desânimo e superação. O trecho “Jogaram a viola no mundo / Mas fui lá no fundo buscar” destaca a resiliência diante das tentativas de silenciamento, enquanto “Se eu tomo a viola / Ponteio! / Meu canto não posso parar” reforça a determinação em continuar lutando por liberdade. A canção termina com uma mensagem de esperança, prometendo um “novo ponteio” e a certeza de que “esse dia estou certo que vem”, sinalizando confiança em dias melhores. O uso de metáforas simples, como a viola e o ponteio, torna a mensagem acessível e atemporal, o que explica a relevância contínua da música, inclusive em sua regravação recente para a novela "No Rancho Fundo".
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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