
Cabocla Tereza
Eduardo Costa
Tragédia e crítica social em "Cabocla Tereza" de Eduardo Costa
"Cabocla Tereza", interpretada por Eduardo Costa, apresenta uma narrativa intensa sobre um crime passional no ambiente rural do início do século XX. A música expõe, de forma direta, a tragédia de um amor marcado por ciúmes e violência, refletindo valores patriarcais e a cultura sertaneja da época. O protagonista relata ao "doutor" o assassinato de Tereza, motivado por sua fuga com outro homem. Trechos como “Senti meu sangue fervê / Jurei a Tereza matar” deixam claro como a honra masculina e o sentimento de posse sobre a mulher eram centrais nas relações daquele contexto, onde a traição era punida com a morte e a violência era vista como resposta aceitável.
O cenário descrito – uma casa simples de sapê, a luz do lampião e o cavalo sangrado na fuga – reforça o ambiente rural isolado, típico do sertanejo raiz, e intensifica a carga emocional da história. Composta em 1940, a canção retrata uma época em que a violência doméstica era naturalizada e a mulher frequentemente tratada como propriedade do homem. No desfecho, o protagonista confessa seu crime e reconhece o fim do amor: “Agora já me vinguei / É esse o fim de um amor / Essa cabocla eu matei / É a minha história, doutor”. Assim, "Cabocla Tereza" permanece relevante não só como um clássico do sertanejo, mas também como ponto de partida para reflexões sobre machismo, justiça e as consequências trágicas desse ciclo de violência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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