
Por Que Razão?
Eduardo Gudin
Religião e emoção entrelaçadas em “Por Que Razão?”
A música “Por Que Razão?”, de Eduardo Gudin, explora como a ausência da pessoa amada leva o protagonista a buscar consolo em diferentes tradições espirituais e religiosas do Brasil. A letra destaca essa busca ao citar “templos, terreiros, igrejas” e práticas como oferecer “flores nas ondas do mar” para Iemanjá, além de consultas a “cartomante” e “babalaô”. Esses elementos mostram não só o desespero do personagem, mas também a diversidade cultural e religiosa do país. Segundo relatos de Gudin e Toquinho, a intenção era retratar essa pluralidade como reflexo da tentativa de encontrar respostas e conforto em todos os caminhos possíveis diante da dor da perda.
O tom confessional da canção aparece em versos como “até com Deus, ah eu me zanguei / E eu que não sou de blasfemar, blasfemei”, revelando a vulnerabilidade e o limite do sofrimento do eu lírico. O retorno da amada é vivido como um renascimento, marcado pelo perdão e pela emoção intensa: “Eu te abracei, te rodopiei / E eu que nunca fui de chorar, chorei”. Ao unir elementos religiosos e místicos, a música sugere que, diante do amor e da dor, todas as crenças se tornam válidas na esperança de reverter o destino. Assim, “Por Que Razão?” transforma a busca espiritual em uma metáfora para a busca pelo amor perdido, mostrando que, para quem sofre, não há fronteiras entre fé, superstição e emoção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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