
Chacina
Edvaldo Santana
Violência invisível e crítica social em “Chacina” de Edvaldo Santana
A música “Chacina”, de Edvaldo Santana em parceria com Arnaldo Antunes, faz uma denúncia direta sobre a banalização da violência nas periferias brasileiras e a indiferença da sociedade diante de assassinatos brutais. A letra destaca como as vítimas são reduzidas a detalhes superficiais, como em “o de blusa listrada com a namorada” ou “o de short azul, pasto de urubu”, mostrando a despersonalização dessas vidas, que acabam esquecidas e tratadas apenas como estatísticas. O trecho “Não deu na TV, nem deu jornal / Não foi pra cadeia, nem pro hospital” reforça a crítica à invisibilidade dessas mortes, ignoradas tanto pela mídia quanto pelo sistema de justiça, o que alimenta a sensação de impunidade e abandono nas comunidades afetadas.
A participação de Thaíde aprofunda a crítica ao abordar a corrupção e a desigualdade social, como em “Queima índio, oprime, compra o juiz”. A música amplia o debate ao mostrar que a violência é sustentada por práticas sistêmicas de opressão e corrupção, onde quem tem poder e dinheiro permanece impune, enquanto a população pobre sofre as consequências. A menção às “ilhas Caimã” simboliza o desvio de recursos e a fuga dos responsáveis, enquanto a sociedade segue presa em um ciclo de violência e descaso. Com um tom direto e realista, “Chacina” alerta para a naturalização da barbárie e provoca reflexão sobre a urgência de enfrentar essas questões no cotidiano brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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