
O Sonho
Egberto Gismonti
Exploração interior e afeto em “O Sonho” de Egberto Gismonti
A música “O Sonho”, de Egberto Gismonti, utiliza a corrida espacial dos anos 1960 como metáfora para a busca interior por liberdade e paz. No trecho “Meu foguete segue / Queimando espaço / Tudo vejo e abraço”, Gismonti faz referência direta ao fascínio pelas conquistas espaciais da época, como as missões lunares. O foguete simboliza o desejo de ultrapassar limites e explorar o desconhecido, tanto no universo quanto dentro de si mesmo.
A letra cria um clima contemplativo, em que o céu e o espaço representam não só o universo físico, mas também um estado de espírito livre e criativo. Versos como “Vou sonhando e ando” e “Entre estrelas vejo / A liberdade” reforçam a ideia de que o sonho é um espaço de infinitas possibilidades, permitindo ao indivíduo se libertar das restrições do cotidiano. O contraste entre o voo cósmico e o retorno à realidade aparece no final, quando o personagem acorda ao lado do amor e se emociona: “Despertando, vejo a cama e meu amor / Acordado estou / Choro, choro, choro”. Esse desfecho mostra que, apesar da grandiosidade dos sonhos, é no reencontro com o afeto e a vida real que está a emoção mais profunda. A ausência de “pássaros e flores” no espaço ressalta a saudade do que é terreno, enquanto a “pele branca” queimada pelo sol evidencia a vulnerabilidade humana diante do desconhecido. Assim, “O Sonho” equilibra o fascínio pelo infinito com a valorização do simples e do afeto.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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