
Água e Vinho
Egberto Gismonti
Solidão e busca interior em "Água e Vinho" de Egberto Gismonti
Em "Água e Vinho", Egberto Gismonti e o poeta Geraldo Carneiro exploram temas de isolamento e busca interior. Logo no início, a imagem do protagonista "passeando secamente na soleira do quintal" transmite uma sensação de estagnação emocional, reforçada pelo ambiente descrito como "hora morta" e "pedra morta". Esses elementos cotidianos, como o quintal, as laranjas e o rosário no chão, ganham um significado mais profundo, sugerindo uma rotina sem sentido e marcada pela vigilância dos "cães que vigiavam o seu sono" – uma metáfora para inquietações internas e medos que impedem o descanso.
A letra mostra uma transição importante quando o personagem "começou a procurar pelas fogueiras lentamente". O fogo, que normalmente simboliza destruição, aqui representa transformação e coragem. O protagonista deixa de temer as "chamas do inferno" e, ao enfrentar as "trevas sem fim", passa a acreditar que "haveria de chegar o amor". O "incêndio amarelo e provisório" no coração pode ser entendido tanto como uma paixão intensa quanto como um sofrimento passageiro, mostrando a dualidade entre dor e renovação. Assim, a música constrói uma narrativa de superação do medo e da solidão, em busca de sentido e conexão, refletindo a proposta de Gismonti e Carneiro de criar uma obra introspectiva e aberta a diferentes interpretações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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