
Horizontes
Elaine Geissler
Memória e resistência em “Horizontes” de Elaine Geissler
A música “Horizontes”, de Elaine Geissler, constrói um retrato sensível da identidade de Porto Alegre ao unir lembranças pessoais, referências históricas e experiências coletivas. Logo no início, o verso “Há muito tempo que ando / Nas ruas de um porto não muito alegre” estabelece um tom reflexivo, reconhecendo tanto as dificuldades quanto os encantos da cidade. A frase “um pôr-de-Sol me traduz em versos” mostra como momentos simples do cotidiano inspiram poesia e esperança, reforçando a ligação afetiva com o lugar.
A letra destaca elementos típicos da infância e da vida local, como “moinhos de vento”, “subir no bonde, descer correndo”, “jogar bolita” e “pular fogueira”, criando uma sensação de pertencimento e saudade. Ao mencionar os anos de 1964, 1966 e 1968, a canção faz referência direta à ditadura militar no Brasil, sugerindo que a busca por liberdade é uma resposta aos tempos de repressão. O refrão “Não vou me perder por aí” reforça a ideia de resistência e de manter-se fiel às próprias raízes, mesmo diante das mudanças e desafios. Assim, “Horizontes” se destaca como uma homenagem à cidade e à força de seus habitantes, celebrando a memória, a liberdade e o desejo de autenticidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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