
Adeus Mocidade
Eli Silva e Zé Goiano
Memórias e saudade em “Adeus Mocidade” de Eli Silva e Zé Goiano
Em “Adeus Mocidade”, Eli Silva e Zé Goiano retratam a trajetória de um boiadeiro que relembra com nostalgia a juventude e a liberdade vividas no campo. O trecho “voei como faz a perdiz / Em campo cerrado, asas tão ligeiras mas nas ribanceiras / Tem chão calejado” mostra a leveza e coragem dos tempos de juventude, mas também evidencia como o tempo deixa marcas, transformando a vitalidade em cansaço e saudade. O verso “O que resta é uma grande saudade, de velhice ficou disfarçada / É a balança do tempo cruel” resume o sentimento central da música: a passagem dos anos pesa sobre quem já foi “rei dos boiadeiros”, restando apenas as lembranças e a solidão.
A autenticidade da canção é reforçada pela vivência dos próprios intérpretes, que têm raízes no campo e na cultura caipira. Detalhes como “a florada do ipê no terreiro” e “a famosa espora de prata, o meu laço de couro trançado” evocam o ambiente rural e símbolos de uma identidade que se perde com o tempo. A música também fala dos amores passageiros do passado, como em “amei todas como um beija flor / Em toda cidade tive uma paixão”, reforçando o espírito livre do boiadeiro, mas também a solidão que acompanha a velhice. Por fim, a metáfora da estrada em “pois agora mesmo / Eu pego outra estrada” sugere que, mesmo diante do fim de um ciclo, a vida segue, marcada pela saudade e pela experiência acumulada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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