
A Uma Deusa (O Quelso)
Eliezer Setton
Linguagem inventiva e emoção em “A Uma Deusa (O Quelso)”
Em “A Uma Deusa (O Quelso)”, Eliezer Setton transforma um soneto repleto de palavras inventadas em uma experiência musical única. Termos como “quelso”, “pental ganírio” e “rimpas do fermim calério” não têm significado literal, mas são usados para criar uma atmosfera de mistério e fascínio. O foco da música está na sonoridade e no ritmo das palavras, guiados pelo xote, ritmo tradicional nordestino, convidando o ouvinte a sentir a canção de forma intuitiva, sem se prender à compreensão racional de cada verso.
A letra exalta uma figura feminina idealizada, tratada como “deusa” e colocada em um pedestal de admiração. Mesmo com expressões sem sentido concreto, como “Teus lindos olhos que têm barlacantes” e “lúrias peles em que pulsa obálio”, a música evoca imagens de beleza, desejo e intensidade. O uso de neologismos e o tom enigmático reforçam a proposta de valorizar a criatividade linguística e a tradição cultural do Nordeste. Assim, Eliezer Setton mostra que a emoção e a musicalidade podem ser transmitidas mesmo quando as palavras fogem do convencional, tornando a experiência mais sensorial e poética.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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