
O Sonho
Elis Regina
Viagem interior e saudade em “O Sonho” de Elis Regina
A música “O Sonho”, interpretada por Elis Regina, utiliza a metáfora da viagem espacial para expressar o desejo de liberdade e superação de limites, dialogando diretamente com o contexto histórico da chegada do homem à Lua em 1969. O trecho “Meu foguete segue / Queimando espaço / Tudo vejo e abraço” faz referência ao fascínio da época pelas conquistas espaciais, mas também representa uma busca pessoal por novas possibilidades e autoconhecimento. A ausência de “pássaros e flores” no espaço reforça o sentimento de deslocamento e saudade do que é familiar, enquanto versos como “coração na mão / corpo solto estou / entre estrelas” evidenciam a vulnerabilidade e a entrega ao desconhecido, características de um estado de sonho.
O clima onírico é acentuado pelo contraste entre a liberdade vivida no sonho e o retorno à realidade, marcado pelo despertar: “Despertando, vejo a cama e meu amor / Acordado estou / Choro, choro, choro”. Esse momento revela a dualidade entre o desejo de permanecer no universo dos sonhos e a inevitabilidade do cotidiano, trazendo uma sensação de perda e saudade. A interpretação de Elis Regina, com seu uso expressivo de vibrato, portamento e onomatopeias, intensifica a sensação de suspensão entre sonho e realidade, tornando a experiência da música ainda mais envolvente. “O Sonho” reflete sobre os limites da imaginação, a busca por liberdade e a beleza passageira dos momentos de êxtase, tanto individuais quanto coletivos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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