
Feio Não É Bonito
Elis Regina
Resistência e esperança no morro em “Feio Não É Bonito”
“Feio Não É Bonito”, interpretada por Elis Regina em 1966, destaca a força e a esperança dos moradores dos morros cariocas diante das adversidades. O verso “Chora, mas chora rindo / Porque é valente / E nunca se deixa quebrar” mostra a resiliência dessas comunidades, que enfrentam dificuldades sem perder a coragem e a alegria. A música valoriza o papel do samba e das escolas de samba como símbolos de identidade e orgulho, como fica claro em “E salve o morro cheio de glória / Com as escolas que falam no samba / Da sua história”.
A canção também faz uma crítica social ao afirmar “Feio, não é bonito / O morro existe / Mas pede pra se acabar”. Os compositores Carlos Lyra e Gianfrancesco Guarnieri apontam que a existência do morro está ligada à desigualdade social, sugerindo que, apesar de ser um espaço de cultura e resistência, sua permanência reflete a exclusão e a falta de oportunidades. O trecho final, que fala de um amor “aflito”, expressa o desejo por uma vida melhor e por “outra história”, sem perder o orgulho e a beleza que surgem mesmo em meio às dificuldades. Assim, a música equilibra denúncia e celebração, mostrando que o morro, apesar das dores, segue cantando, amando e resistindo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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