
Onze Fitas
Elis Regina
Violência e insensibilidade social em “Onze Fitas” de Elis Regina
Em “Onze Fitas”, Elis Regina interpreta uma composição de Fátima Guedes que aborda de forma direta a violência urbana e a insensibilidade social. O título faz referência às "onze fitas de Ogum" encontradas no corpo da vítima, um símbolo de proteção espiritual ligado ao orixá Ogum, associado à guerra e à defesa. Esse detalhe sugere que, mesmo buscando proteção espiritual, a vítima não conseguiu escapar da brutalidade cotidiana. O número de tiros – onze – reforça o excesso e a violência do crime, destacando a gravidade da situação.
A letra também critica a banalização da morte violenta, especialmente ao afirmar: “não fosse a vez daquele, um outro ia”, mostrando como essas tragédias se tornaram rotineiras e quase indiferentes para a sociedade. A repetição da frase “a verdade não rima” é um recado direto: não é possível suavizar ou poetizar a dor real dessas situações. Fátima Guedes escreveu a música para uma peça sobre violência urbana, e a canção evidencia a distância entre a arte e a realidade, denunciando a insensibilidade coletiva e a normalização da barbárie no Brasil do final dos anos 1970. O tom sóbrio e objetivo da letra, junto à referência ao abandono do corpo e à recorrência dessas histórias na imprensa, reforça a crítica à falta de empatia diante da violência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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