
O Cavaleiro e Os Moinhos
Elis Regina
Resistência e esperança em "O Cavaleiro e Os Moinhos"
Em "O Cavaleiro e Os Moinhos", Elis Regina utiliza a figura do "cavaleiro" para retratar o amadurecimento diante das adversidades. A música faz referência direta à obra de Dom Quixote, mas adapta a metáfora dos "moinhos" para o contexto da ditadura militar brasileira. Aqui, os moinhos representam obstáculos reais e perigosos, muito mais ameaçadores do que os desafios idealizados do passado. Isso fica claro no trecho: “meu companheiro tá armado até os dentes / já não há mais moinhos como os de antigamente”, que evidencia o aumento da repressão e o risco enfrentado por quem resiste.
A canção também fala sobre a importância de manter a esperança, mesmo em tempos difíceis. A crença na “existência dourada do sol” sob o “açoite contínuo da noite” simboliza a persistência em acreditar em dias melhores, apesar da opressão. Expressões como “arrebentar a corrente que envolve o amanhã” e “varrer as esfinges das encruzilhadas” reforçam a necessidade de romper com o medo e a dúvida para seguir lutando. A interpretação intensa de Elis Regina potencializa esse sentimento de resistência, transformando a música em um chamado à coragem, à reinvenção pessoal e à busca pela liberdade, mesmo diante de desafios aparentemente impossíveis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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