
Um Por Todos
Elis Regina
Crítica social e ironia em “Um Por Todos” de Elis Regina
A música “Um Por Todos”, interpretada por Elis Regina, faz uma análise crítica sobre como a sociedade constrói e descarta heróis populares, especialmente em momentos de crise. O verso “Do ventre chão da terra mãe / Nasce o herói improvisado” mostra que esses heróis surgem do povo de forma quase acidental, reforçando a ideia de que a necessidade coletiva cria ídolos temporários. A referência ao lema “um por todos e todos por um”, famoso pelos Três Mosqueteiros, é usada de maneira irônica para questionar se o espírito de solidariedade é real ou apenas uma fachada para justificar a idolatria passageira e o culto à personalidade.
O contexto do álbum “Falso Brilhante”, lançado durante a ditadura militar, intensifica a crítica social da letra. Ao citar “Pôncio Pilatos” e a frase “Eu lavo as mãos”, a música aponta para a postura de omissão e indiferença diante de decisões importantes, sugerindo que a sociedade, ao mesmo tempo que exalta seus heróis, também se exime de responsabilidade sobre eles. O tom irônico aparece em versos como “Meio velório, meio farra”, que revelam a superficialidade das homenagens e a rapidez com que a fama se desfaz. Assim, “Um Por Todos” provoca uma reflexão sobre o papel coletivo na criação e no abandono dos heróis, mostrando como esses ciclos se repetem ao longo do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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