
Meio Termo
Elis Regina
Ambiguidade e finitude em "Meio Termo" de Elis Regina
"Meio Termo", interpretada por Elis Regina, explora a tensão entre a busca pela felicidade e a inevitável presença da desilusão. O verso "Quase que fui feliz" destaca a sensação de que a realização plena está sempre próxima, mas nunca se concretiza, reforçando o tema da incerteza que atravessa toda a canção. A letra alterna entre momentos de autoconhecimento e frustração, como em "Como tenho me enganado! / Como tenho me matado / Por ter demais confiado / Nas evidências do amor", evidenciando o desgaste emocional causado por expectativas frustradas e pela instabilidade dos sentimentos.
O contexto do álbum "Transversal do Tempo" e a sequência com a música "Corpos" ampliam a atmosfera existencialista e reflexiva de "Meio Termo". A canção traz a metáfora da morte como uma presença constante – "A sombra leve da morte / Passando sempre por perto" –, sugerindo que a finitude e a efemeridade da vida influenciam diretamente as experiências amorosas. O contraste final entre "A barra do amor é que ele é meio ermo / A barra da morte é que ela não tem meio-termo" resume a ideia central: o amor é marcado por incertezas e solidão, enquanto a morte é definitiva, sem espaço para dúvidas. A interpretação intensa de Elis Regina aprofunda esse sentimento de vulnerabilidade, tornando a música um retrato sensível das ambiguidades humanas diante do amor e da existência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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