
Os Argonautas
Elis Regina
A busca existencial e criativa em “Os Argonautas”
Em “Os Argonautas”, Elis Regina interpreta uma composição de Caetano Veloso que gira em torno da frase “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Essa expressão, originalmente atribuída ao general romano Pompeu e depois reinterpretada por Fernando Pessoa, serve como ponto central da música. Ela sugere que a busca, seja ela artística, existencial ou amorosa, é mais necessária e exata do que simplesmente viver, já que a vida é cheia de incertezas e imprevisibilidade. A referência aos Argonautas da mitologia grega, que embarcaram em uma jornada arriscada em busca do Velocino de Ouro, reforça a ideia de que a aventura e a criação são essenciais para dar sentido à existência.
A letra alterna imagens de tormenta e alegria, como no verso “O barco, meu coração não aguenta tanta tormenta, alegria”, mostrando a dualidade entre o desejo de partir e o medo do desconhecido. O refrão, repetido como um mantra, destaca a importância da busca constante. Trechos como “o barulho do meu dente em tua veia” e “o sangue, o charco, barulho lento” trazem uma dimensão sensorial e intensa, sugerindo que viver plenamente envolve enfrentar o caos e a intensidade das emoções, em vez de se acomodar no “porto silêncio”. Assim, “Os Argonautas” propõe uma reflexão sobre a importância de se lançar ao desconhecido, valorizando a inquietação e a criatividade como motores fundamentais da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Elis Regina e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: