
As Aparências Enganam
Elis Regina
Dualidade emocional e memória em “As Aparências Enganam”
"As Aparências Enganam", interpretada por Elis Regina, explora a complexidade das emoções humanas, especialmente a relação entre amor e ódio. A música utiliza metáforas como "fogo" e "gelo" para mostrar que sentimentos intensos podem tanto aquecer quanto congelar o coração, evidenciando que a linha entre amar e odiar é muito fina. O verso “o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões” destaca como ambos os sentimentos nascem da mesma intensidade emocional, reforçando que julgamentos superficiais não captam a verdadeira natureza do que se passa dentro de cada pessoa.
Elis Regina, ao comentar que “as aparências vão sempre mais enganar do que outra coisa”, reforça o caráter atemporal da canção e sua reflexão sobre a dificuldade de compreender os sentimentos apenas pelo que é visível. A letra mostra que, após a intensidade das paixões, restam apenas lembranças e marcas, como em “as labaredas e as brasas são o alimento, o veneno, o pão, o vinho seco, a recordação dos tempos idos de comunhão”. Quando o coração esfria, a música descreve um estado de vazio e lamento, onde “não há mais forma de se aquecer”. Mesmo assim, a memória do amor persiste, simbolizada pelo “verão que os unira” e pelo “insistente perfume de alguma coisa chamada amor”. A canção propõe, assim, uma reflexão sobre a natureza mutável e profunda das emoções, que vão muito além das aparências.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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