
O Morro Não Tem Vez
Elis Regina
Exclusão e esperança em “O Morro Não Tem Vez” de Elis Regina
"O Morro Não Tem Vez", interpretada por Elis Regina, aborda de forma clara a exclusão social vivida pelos moradores das favelas, ao mesmo tempo em que valoriza o potencial cultural dessas comunidades. O verso “O morro não tem vez / E o que ele fez já foi demais” mostra como o morro, símbolo das favelas, é historicamente marginalizado, apesar de suas grandes contribuições, especialmente para o samba. A canção foi composta no início dos anos 1960, período marcado pelo aumento das desigualdades sociais no Brasil e pela falta de espaço para as vozes periféricas, o que reforça o tom de crítica social presente na letra.
A música utiliza o samba como símbolo de resistência e expressão coletiva, como nos versos “Samba pede passagem / O morro quer se mostrar”. O samba, nesse contexto, representa tanto a cultura quanto o desejo de inclusão e reconhecimento dos moradores das favelas. O refrão “Quando derem vez ao morro / Toda a cidade vai cantar” sugere que, ao dar espaço para o morro, toda a sociedade se beneficia, pois a alegria e a riqueza cultural do samba têm o poder de unir e contagiar todos. O tom esperançoso da música aparece na repetição de “vai cantar”, reforçando a ideia de que a inclusão do morro é positiva e inevitável, e que sua voz pode transformar não só a cidade, mas também o mundo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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