
Caxangá
Elis Regina
Desigualdade social e resistência em "Caxangá" de Elis Regina
"Caxangá", interpretada por Elis Regina, aborda de forma direta a desigualdade social e o cotidiano difícil dos trabalhadores brasileiros. O verso “Veja bem meu patrão como pode ser bom / Você trabalharia no sol e eu tomando banho de mar” inverte os papéis sociais de forma irônica, evidenciando o abismo entre patrões e empregados e o desejo de uma vida mais justa. A metáfora “a fome de um dia poder morder a carne dessa mulher” expressa o anseio por conquistas e prazeres que parecem inalcançáveis para quem vive à margem, reforçando o tema da busca por dignidade.
A música também ressalta a luta diária e a resistência diante das adversidades. Em “Luto para viver / Vivo para morrer / Enquanto minha morte não vem / Eu vivo de brigar contra o rei”, o “rei” simboliza o poder opressor, seja ele o patrão ou o sistema social que mantém a desigualdade. O trecho “Em volta do fogo todo mundo abrindo o jogo” mostra momentos de partilha e sinceridade entre iguais, mas alerta para o risco de se expor: “Quem não é sincero sai da brincadeira correndo pois pode se queimar”. O ciclo repetitivo do trabalho, expresso em “Saio do trabalho e / Volto para casa e / Não lembro de canseira maior / Em tudo é o mesmo suor”, reforça o tom realista da canção e destaca a universalidade da luta por reconhecimento e melhores condições de vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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