
O Mestre Sala dos Mares
Elis Regina
Resistência e memória em “O Mestre Sala dos Mares” de Elis Regina
Em “O Mestre Sala dos Mares”, Elis Regina homenageia João Cândido, líder da Revolta da Chibata, usando o termo “mestre-sala” no lugar de “almirante” para evitar a censura da Ditadura Militar e, ao mesmo tempo, valorizar a figura do mestre-sala como símbolo de dignidade e liderança no carnaval. Essa escolha reforça a importância de João Cândido como alguém que, mesmo diante da opressão, manteve sua postura e elegância, tornando-se um ícone de resistência.
A letra utiliza imagens marcantes, como “rubras cascatas jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas”, para mostrar a violência sofrida pelos marinheiros negros durante a Revolta da Chibata. O refrão “Glória aos piratas, às mulatas, às sereias / Glória à farofa, à cachaça, às baleias” destaca personagens e elementos populares e marginalizados da cultura brasileira, valorizando o que normalmente é excluído da história oficial. Ao citar “todas as lutas inglórias que através da nossa história não esquecemos jamais”, a música amplia a homenagem a todos que resistiram e lutaram, mesmo sem reconhecimento. O verso “tem por monumento as pedras pisadas do cais” mostra que a verdadeira memória desses heróis está nos lugares e nas pessoas, não em estátuas, mas na história vivida pelo povo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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