
Retrato Em Branco e Preto
Elis Regina
Memória e resignação em "Retrato Em Branco e Preto"
A escolha do título "Retrato Em Branco e Preto" por Chico Buarque, além de facilitar a rima com "tamanco", também indica uma inversão de expectativas e uma abordagem diferente sobre memória e dor. A letra, escrita sobre a melodia instrumental de Tom Jobim, explora o ciclo repetitivo de um amor marcado pelo sofrimento. O eu lírico demonstra consciência desse padrão ao afirmar: “Já conheço os passos dessa estrada / Sei que não vai dar em nada”. Mesmo sabendo que o caminho leva sempre ao mesmo desfecho doloroso, ele não consegue evitar revisitar as lembranças, como se folheasse um álbum de fotos antigas, insistindo em guardar memórias que só aumentam sua tristeza.
O "álbum de retratos" funciona como símbolo da persistência das lembranças de um amor impossível ou não correspondido. O personagem reconhece que, por mais que tente negar ou fugir desse sentimento, acaba sempre voltando ao ponto de partida, “enfeitiçado” pelos mesmos fatos tristes. Quando diz que vai "colecionar mais um soneto, outro retrato em branco e preto", reforça a ideia de que cada tentativa de se afastar só gera mais uma lembrança dolorosa, alimentando o ciclo de sofrimento. A interpretação de Elis Regina intensifica essa atmosfera melancólica, transmitindo a resignação diante de um sentimento que, mesmo sendo fonte de dor, é impossível de abandonar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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