
Na Batucada Da Vida
Elis Regina
Ironia e resistência em "Na Batucada Da Vida" de Elis Regina
"Na Batucada Da Vida", interpretada por Elis Regina, traz uma ironia marcante desde os primeiros versos, ao descrever o nascimento da personagem principal em meio ao caos, cercada por "vagabundo da orgia" e uma "grossa pancadaria". Essa abordagem transforma situações de abandono e marginalização em uma narrativa quase festiva, característica do samba e do realismo irônico criado por Ary Barroso e Luiz Peixoto nos anos 1930. O contexto histórico é fundamental: a canção retrata a trajetória de uma mulher rejeitada desde o nascimento, exposta a adversidades extremas, como ser batizada com "um litro e meio de cachaça" e dormir "deitadinha no capacho na porta dos enjeitados".
A batucada, símbolo de resistência e alegria popular, é usada como metáfora para a vida da personagem, que segue em frente apesar das dificuldades, "sempre cantando na batucada da vida". O trecho em que ela é "desprezada como um cão" após ser usada e descartada por um policial reforça a crítica social, mas mantém o tom irônico e resignado. A frase "sou mesmo da virada, topo qualquer parada" revela uma postura de sobrevivência e adaptação, enquanto "por Deus fui esquecida" destaca o sentimento de abandono, mas também de autossuficiência diante das adversidades. Na voz de Elis Regina, a música ganha ainda mais intensidade, equilibrando dor e leveza, e mostrando que, mesmo diante do descaso, a vida segue no ritmo do samba.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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