
Cor-respondência
Elisa Lucinda
Desejo e saudade entrelaçados em “Cor-respondência”
Em “Cor-respondência”, Elisa Lucinda utiliza um trocadilho inteligente para expressar o desejo de reconexão física e emocional com o outro. O pedido “Remeta-me os dedos / Em vez de cartas de amor” brinca com o verbo “remeter”, que pode significar tanto enviar correspondências quanto sugerir o toque e a presença do amante. Esse duplo sentido reforça a ideia de que a autora não quer apenas palavras, mas a proximidade real, indo além da comunicação à distância.
A saudade é apresentada de forma sensual e direta, como nas imagens de tardes que “assanhavam” e do “amor bem feito” que permanece na memória. O verso “Refaça o verso / Que mantinha sempre tesa / A minha rima” sugere desejo sexual, enquanto “Confirme / O ardor dessas jorradas / De versos que nos bolinaram os dois / A dois” mistura o prazer da poesia com o prazer físico, mostrando como o ato de escrever e o de amar se sobrepõem. No final, o pedido “Se meta na minha vida / Outra vez meta / Remeta” reforça o jogo de palavras entre “remeter” (enviar) e “meter” (envolver-se, penetrar), deixando claro o desejo de que o amado volte a fazer parte de sua vida de forma intensa e íntima. A linguagem acessível e envolvente aproxima o leitor da experiência do desejo e da saudade, tornando o poema sensual e cotidiano ao mesmo tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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