
No Elevador do Filho de Deus
Elisa Lucinda
Ressignificação do cotidiano em "No Elevador do Filho de Deus"
Em "No Elevador do Filho de Deus", Elisa Lucinda utiliza a ironia para transformar as pequenas "mortes" do dia a dia em oportunidades de renascimento. Ao se chamar de "uma espécie de Lázara", ela faz referência à ressurreição bíblica de Lázaro, mas adota um tom mais leve e cotidiano do que o sombrio de "Lady Lazarus", de Sylvia Plath. Lucinda mostra que essas pequenas mortes fazem parte do amadurecimento e da sobrevivência, especialmente para mulheres em situações adversas.
A letra aborda dores e frustrações comuns — "há um monte de 'não era isso que eu queria'" e "há porradas que não tem saída" — e as conecta a temas existenciais e sociais como "existencialismo, 3º mundo, ideologia e inflação". Esses elementos refletem as dificuldades da vida contemporânea no Brasil e como elas afetam o indivíduo. O ato de "morrer" representa tanto o esgotamento emocional diante dessas adversidades quanto a necessidade de se recolher para, depois, "acordar bela", mudar e seguir em frente. O humor aparece quando Lucinda trata o próprio renascimento como algo quase banal — "Hoje, praticamente, eu morro quando quero" —, mostrando que a resiliência pode ser um gesto cotidiano e libertador. Ao final, a frase "Não, tava só deprimida" resume a honestidade e humanidade do texto, reconhecendo a vulnerabilidade sem perder a leveza.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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