
Barracão
Elizeth Cardoso
Retrato da exclusão social em “Barracão” de Elizeth Cardoso
Em “Barracão”, Elizeth Cardoso utiliza a imagem do "barracão pendurado no morro e pedindo socorro à cidade a teus pés" para destacar a precariedade das moradias nas favelas cariocas e a relação de abandono entre essas comunidades e a cidade formal. O barracão de zinco, elemento central da música, é apresentado como parte da tradição brasileira, reforçando que a pobreza e a desigualdade social são questões históricas e estruturais do país, e não apenas situações pontuais.
A interpretação melancólica de Elizeth Cardoso intensifica o tom de denúncia social da letra, transmitindo empatia e respeito pela luta dos moradores das favelas. Quando a canção diz “tua voz eu escuto, não te esqueço um minuto”, o barracão é humanizado, ganhando voz e presença, o que sugere uma conexão afetiva e solidária com quem vive nessas condições. O pedido de socorro do barracão à cidade, que permanece "a teus pés", evidencia a desigualdade: a favela observa a cidade de cima, mas segue marginalizada e carente de atenção. Dessa forma, “Barracão” vai além de retratar a pobreza, tornando-se um olhar sensível e crítico sobre a exclusão social no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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