
Incelença pra terra que o Sol matou
Elomar Figueira Melo
Lamento sertanejo em "Incelença pra terra que o Sol matou"
O título "Incelença pra terra que o Sol matou" já indica o tom fúnebre e ritualístico da música, funcionando como um lamento coletivo pela morte da terra e de tudo que nela existia. Elomar Figueira Melo utiliza imagens marcantes, como "uma ossada branca fulorando o chão" e "o sol malvado quemô os imbuzêro, os bode e os carneros, toda a criação", para mostrar a devastação causada pela seca no sertão nordestino. O sol, que normalmente representa vida, aqui é retratado como o "Rei do Fogo", um agente de destruição que transforma a paisagem em desolação e morte, evidenciando a impotência do homem diante das forças naturais.
A letra traz elementos da tradição oral sertaneja, com arcaísmos e expressões regionais, aproximando o ouvinte do universo rural do Nordeste. O tom de resignação e melancolia é reforçado pela referência à fé e à esperança, mesmo diante da tragédia: "Perigrina a fé, sei que ainda resta cururu-tetê". O lamento atinge até o ambiente doméstico, onde até o cachorro, símbolo de companhia, sucumbe ao silêncio da morte. Metáforas como "os olhos d'água chorou que secou" mostram que até a natureza se entristece e se rende ao sofrimento imposto pela seca. Assim, "Incelença pra terra que o Sol matou" é um retrato sensível e doloroso da realidade sertaneja, onde a esperança persiste mesmo em meio à destruição.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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