
Chula No Terreiro
Elomar Figueira Melo
Saudade e perda no sertão em “Chula No Terreiro”
“Chula No Terreiro”, de Elomar Figueira Melo, aborda de forma direta o impacto da migração forçada e da saudade na vida dos sertanejos. A música destaca como a partida dos "cumpanhêro" representa não só a ausência física dos amigos, mas também a perda de uma cultura e de um modo de vida diante do êxodo rural. O refrão repetitivo – “cadê meus cumpanhêro, cadê” – reforça o sentimento de vazio e ausência, enquanto o tom nostálgico permeia toda a canção.
A inspiração da música vem da saga dos retirantes nordestinos, especialmente de um amigo que parte para “corrê o trêcho no chão de Son Palo” e acaba atropelado ao se distrair com a lua, símbolo de saudade e ligação com a terra natal. O trecho “Cabô se atrapaiano com a lua no céu... Ficô dibaixo das roda dos carro... oiano prá lua, ai sôdade” mostra a desconexão entre o sertanejo e a cidade grande, onde a beleza simples do sertão se transforma em perigo. Além desse episódio, Elomar cita outros personagens do sertão, como o vaqueiro Antenoro e o amigo brincalhão, cujas histórias também terminam em tragédia ou desaparecimento. Ao usar o dialeto sertanejo e referências à oralidade, Elomar constrói um retrato fiel das dores, sonhos e desilusões de quem vive no sertão, transformando “Chula No Terreiro” em um lamento sobre a perda dos vínculos e tradições diante das mudanças da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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