
Incelença Pro Amor Retirante
Elomar Figueira Melo
Lamento sertanejo e saudade em “Incelença Pro Amor Retirante”
Em “Incelença Pro Amor Retirante”, Elomar Figueira Melo utiliza a tradição do canto fúnebre nordestino para expressar a dor da ausência de um amor que partiu. O termo “incelença” remete a um lamento típico de velórios no sertão, mas aqui é usado de forma simbólica: o amor perdido é tratado como alguém que morreu, sendo velado e lamentado. Esse sentimento aparece claramente no trecho “Tenho os olhos na istrada / E a tropa não voltou”, que mostra a espera angustiada e a esperança frustrada de reencontro.
A canção se destaca pelo uso de expressões regionais e arcaísmos, como “inhambado” (mal sucedido) e “derna” (desde), aproximando a letra da oralidade do sertão e da tradição trovadoresca, marcas do trabalho de Elomar. Elementos do cotidiano rural, como o canto do grilo e o mugido dos rebanhos, reforçam a solidão e a espera do eu lírico. No final, o pedido de “clemença” ao “sinhô” evidencia a resignação diante da perda, transformando a música em um lamento universal sobre a saudade e o tempo que não devolve quem se foi.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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