
Noite de Santo Reis
Elomar Figueira Melo
Tradição e religiosidade sertaneja em “Noite de Santo Reis”
Em “Noite de Santo Reis”, Elomar Figueira Melo utiliza o dialeto regional e expressões típicas do sertão nordestino para valorizar a tradição da Folia de Reis e a cultura popular do interior do Brasil. Logo no início, com versos como “Meu patrão minha sinhora / Cum licença de miceis / Nóis cheguemo aqui agora”, o artista reproduz fielmente o ritual dos foliões, que pedem licença para entrar nas casas e anunciar a chegada dos Reis Magos. Essa escolha aproxima a canção da vivência religiosa e comunitária do sertão, reforçando a autenticidade da celebração.
A letra mistura elementos do catolicismo popular, como a peregrinação dos Três Reis Magos guiados pela estrela, com referências à vida simples do sertanejo. O trecho “Tem nessa casa um tisôro / Os filhos qui istão durmino / Vale mais qui prata e ôro” ressalta o valor da família e a inocência das crianças, mostrando que, para o povo do sertão, a verdadeira riqueza está nos laços familiares e na fé. A narrativa também traz imagens bíblicas de milagres, como “O cego viu, o côxo caminhou / O mudo de nascença falou”, reforçando a esperança e a celebração do nascimento de Jesus, que é central na tradição da Folia de Reis. Assim, Elomar transforma a história sagrada em uma experiência próxima e acolhedora, celebrando tanto a religiosidade quanto a identidade cultural do sertão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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