
O Peão na Amarração
Elomar Figueira Melo
Conflito e resignação em "O Peão na Amarração" de Elomar
"O Peão na Amarração", de Elomar Figueira Melo, retrata o cotidiano do trabalhador rural do sertão, explorando o conflito entre o desejo de liberdade e a aceitação do destino imposto. A letra utiliza o dialeto regional e imagens como “na sombra dos imbuzêro” e “isfria os calo das mia mão” para transmitir a autenticidade da vida do peão, que encontra pequenos momentos de alívio em meio ao trabalho pesado. O trecho “u'a vontade é a qui me dá / dum dia arresolvê / jogá a carga no chão” expressa claramente o desejo de romper com a rotina exaustiva, mas logo a música mostra que essa vontade é contida por uma força maior, sugerida como divina: “mais a canga no pescoço / Deus ponho pri modi Adão / dessa Lei nunca me isqueço”.
Elomar reforça essa resignação ao associar o sofrimento do peão a um destino traçado por Deus, como nos versos “mermo Jesus cuano moço / na Terra tomem foi pião”. Essa comparação não só justifica a condição do trabalhador, mas também o dignifica, colocando-o em paralelo com figuras sagradas. A música vai além de retratar a dureza da vida sertaneja, abordando a luta interna entre aceitar o papel tradicional e sonhar com autonomia, como em “de num sê mais impregado / e tomem num sê patrão”. O “canto de amarração” simboliza tanto o lamento quanto a esperança de um dia se libertar dessas amarras, mesmo que, por enquanto, esse sonho permaneça apenas como vontade contida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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