
Cantiga do Boi Encantado
Elomar Figueira Melo
A lenda e o desafio em "Cantiga do Boi Encantado"
Em "Cantiga do Boi Encantado", Elomar Figueira Melo utiliza a figura do lendário boi aruá para simbolizar desafios quase impossíveis de serem superados, mesmo por quem já venceu muitos obstáculos. O verso “Num tem um só boi qui num peguei / Afora lá ele qui tem parte cum cão” mostra que, apesar da experiência do vaqueiro, o boi aruá representa algo além do alcance humano, um desafio com um peso sobrenatural e misterioso.
A narrativa acompanha o vaqueiro e seu cavalo Ventania em uma jornada motivada por uma promessa feita à mulher amada: “Juremo a ela viu pegá boi aruá”. Essa promessa mistura coragem, honra e amor, mostrando que a busca pelo boi encantado vai além da habilidade, envolvendo também sentimentos profundos e compromissos pessoais. A menção aos vários bois já capturados reforça o orgulho e a experiência do vaqueiro, mas destaca que o boi aruá é uma exceção, um mito que desafia até os mais valentes.
Elomar combina elementos do folclore sertanejo com uma musicalidade inspirada nas cantigas medievais, criando uma atmosfera de encantamento e atemporalidade. Ao resgatar a lenda do boi encantado, ele homenageia a tradição oral do sertão e sugere que certos desafios – sejam pessoais, amorosos ou existenciais – sempre existirão, renovando o sentido de luta e esperança no imaginário popular.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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