
Retirada
Elomar Figueira Melo
Saudade e resistência em "Retirada" de Elomar Figueira Melo
A música "Retirada", de Elomar Figueira Melo, retrata de forma direta e sensível o drama dos retirantes nordestinos, abordando tanto a dureza da migração forçada quanto a saudade e o apego à terra natal. Elomar utiliza expressões como “vai pela istrada enluarada / tanta gente a ritirar” para criar a imagem coletiva do êxodo, com a lua iluminando o caminho dos que partem. Essa cena sugere esperança, mas também resignação diante das dificuldades. O contexto da canção está ligado ao fenômeno social das retiradas no sertão nordestino, e a escolha de uma linguagem regional e arcaica aproxima o ouvinte da realidade do interior, reforçando a autenticidade da narrativa.
A letra destaca o sofrimento contínuo dos migrantes, como em “tudo passa nesse mundo / só não passa o sofrimento”, mostrando que a dor da separação e da luta pela sobrevivência persiste, mesmo com o passar do tempo. A menção à “cruz que Jesus deixou ficar” conecta o sofrimento dos retirantes a uma dimensão cristã, sugerindo que essa dor faz parte de um destino maior, aceito com humildade. Ao dizer “eu não canto por soberba / nem tanto por reclamar”, Elomar expressa uma aceitação humilde da vida difícil, mas também valoriza a fé e a beleza que resistem à adversidade, como na imagem de “passando com taça e veno / bebendo fé e luar”. Assim, "Retirada" se torna um retrato fiel da resistência, esperança e dignidade dos que enfrentam a migração forçada no sertão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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